Férias Charlevoix (3º dia)

Baie-Saint-Paul (16-JUL-2012 – 3º dia)
Depois do tradicional café da manha, e ainda de bicicleta, fomos explorar um pouco mais o local. A cidade é pequena e com a ajuda de um mapa turístico pego no CIT visitamos os lugares abaixo, alem de dar uma volta pelo centro.

Mapa com as atraçoes turísticas de Baie Saint Paul.

Mapa com as atraçoes turísticas de Baie Saint Paul.

La plage / Quai de la plage / Boisé du Quai : Esta praia é um local a beira do Rio Saint-Laurent, uma via fluvial importantíssima antes das estradas, que tem um cais onde podemos passear de bike ou pé, curtir a paisagem e depois dar uma volta pelo bosque em torno deles.
Habitat 07 : E uma casa conceito feita da forma mais ecológica e autossustentável possível! Nela fica tb a sede da Baiecycle, empresa que nos alugou as bikes!

Habitat 07

Habitat 07

Paisagismo no jaridim do Habitat 07. Bem agradável para sentar-se ao sol e sentir a brisa do mar! Ops, quero dizer, do rio Saint Laurent!

Paisagismo no jaridim do Habitat 07. Bem agradável para sentar-se ao sol e sentir a brisa do mar! Ops, quero dizer, do rio Saint Laurent!

Bateau L’Accalmie (Barco encalhado) : Muito legal ver a embarcação que fazia a distribuição de mantimentos nos vilarejos e saber um pouco sobre as historias da época. Infelizmente em uma das mares altas e baixas ele encalhou e la ficou.

Este navio pode estar bem preso, encalhado na areia, mas leva a gente longe na imaginaçao dos seus velhos tempos.

Me senti no filme do Peter Pan e Capitão Gancho! Este navio pode estar bem preso, encalhado na areia, mas leva a gente longe na imaginaçao dos seus velhos tempos.

Trilha do rio : Percorremos de bike esta trilha que vai acompanhando o rio do Gouffre no entorno da cidade. Um agradável passeio!

Fizemos mais uma parada no mercado para nos abastecermos e pé na estrada!
Mais a tarde fomos visitar o Yves e a Catherine, ex-patrões da Lu, que têm uma casa próxima de onde estávamos hospedados. Encaramos novamente a subida de 3Km de bike para ir jantar com eles. Uma visita super legal. Comemos morangos selvagens, batemos um bom papo e eles nos apresentaram a casa deles – tudo feito a mão com muito capricho – e depois o Yves ainda foi dar uma volta de carro com a gente para mostrar a cadeia de montanhas que faz parte de uma cratera imensa decorrente de um meteorito que atingiu a região há milhões de anos atrás.

Segundo estudiosos a regiao teria sido cenário do impacto de um meteoro há 350 milhoes de anos atrás.

Segundo estudiosos a regiao teria sido cenário do impacto de um meteoro há 350 milhoes de anos atrás.

Os morangos selvagens sao bem menores, mas como sao saborosos!

Os morangos selvagens sao bem menores, mas como sao saborosos!

Ao voltarmos para o Albergue fomos aproveitar um pouco da fogueira noite a dentro. Ela fica em um local da montanha onde temos uma bela visão da cidade iluminada.

Baie Saint Paul à noite com sua catedral iluminada.

Baie Saint Paul à noite com sua catedral iluminada.

Banho e cama para finalizar mais esta jornada!!!

Férias Charlevoix (2º dia)

Baie-Saint-Paul (15-JUL-2012 – 2º dia)
No dia seguinte atacamos no café da manhã, porção bem servida com torradas, ovos, batata sauté, frutas e café com leite! De tanque cheio partimos para alugar nossas bikes e passear.

(Sorte de vcs que nao temos mais a foto senão vcs iam laber o monitor!!!)

Alugamos duas bicicletas que não era assim algo de ultima geração, mas nos agradou muito o conceito da empresa. A Baiecycle tem sua “frota” composta de bicicletas recuperadas que são distribuídas em pontos diversos da cidade a disposição dos locatários. Junto com as magrelas eles também fornecem os cadeados, capacetes e odômetros.
O interessante é que a quilometragem computada, que equivale a uma quantia de combustível poupado, vai para uma “bolsa de carbono” local que as empresas compram incentivando a continuidade da empresa e reforçando um título de empresa amiga do meio ambiente (qualidade bem apreciada pelos habitantes locais).
Espero que tenhamos contribuído para deixar a cidade mais verde nos 2 dias e meio de aluguel de bicicleta!

O responsável pela manutenção das bikes também é responsável pelo bom humor dos locatários ciclistas. Muito receptivo e pronto para ajudar em tudo que precisar!

Les Éboulements / (15-JUL-2012)
População de Les Éboulements: 1.329 / Isle-aux-Coudres: 1.258 habitantes
Nosso primeiro desafio sobre rodas foi ir até a Ile-aux-Coudres. Esta ilha ficava a 25Km do albergue e para fazer uma volta completa nela teríamos que percorrer mais 25Km. Cálculo rápido de 75Km entre ida e volta mais a volta na ilha e decisão tomada: factível, vamos nessa! Fizemos 3Km de subida que não acabava mais!!! Para deixar mais legal, quando estávamos quase no topo uma tempestade nos pegou. Um olhou para a cara do outro sob os grossos pingos que despencavam lá do alto e tivemos mais um momento de reflexão. Decidimos continuar apesar de tudo, a explicação da Lu foi que sabendo da subida que enfrentamos ela não se animaria para começar novamente um outro dia, rs!

Foi bom pois a chuva passou, foram 15 minutos de tempestade que serviu para refrescar. Estava tão quente que mal acabou a chuva o vapor no asfalto subia formando uma neblina rasteira. Muitas subidas e descidas depois chegamos a uma cidade chamada Les Eboulements, de onde atravessamos em 10 minutos de balsa para a ilha.

Mais subida para começar o circuito e uma parada no centro de informações turísticas (CIT) a fim de pegar um mapa e conselhos para o passeio. O percurso é legal, temos o rio como paisagem na maior parte do tempo e as casas são muito bonitas e enfeitadas. O patriotismo e a religião parecem dominar cenário: praticamente toda casa tem um mastro com a bandeira do Quebec e vemos símbolos religiosos, como grandes cruzes, distribuídas ao longo do caminho.

Para ter uma idéia de como é: Casas com flores (a Lu capote!) o tempo todo, cruzes ao longo do caminho e fenos-rocambole para todos os lados!!!

Completados os 25Km de ilha fizemos um pit stop para um lanchinho no mercado antes de embarcar na Balsa que nos levaria de volta a Les Éboulements. Munidos de sanduíche e suco fizemos um pique nique na “cobertura” da Balsa aproveitando a vista e a brisa marítima!

Nosso cruzeiro de luxo!!! Sem igual comer um lanche na cobertura enquanto a balsa vai ou vem da ilha!

Já do outro lado uma subida brava nos aguardava para iniciar o retorno. A pior subida de todas tinha em torno de 2Km com uma inclinação variando entre 10º e 18º!!!! Haja perna!!!!
O bom é que depois de ter encarado esta “parede” logo de cara as demais pareciam ser fáceis por pior que fossem, rs!

Subidinha do desespero! Só 18° de inclinação!

Baie-Saint-Paul (15-JUL-2012 – ainda no 2º dia)
De volta ao nosso lar provisório (com aquela famosa subida na montanha) estávamos com muuuuita fome. A única coisa que nos fazia voltar rápido naqueles desníveis geográficos era o medo de perder a janta novamente. Chegando lá (19:55h!) nos apressamos em ir jantar, mesmo que estivéssemos todos suados e grudentos a fome era maior que a vontade de tomar banho e nos apresentamos a cozinha em tempo de pegar uma merecida janta quentinha!
Acho que não tínhamos forcas e nem pensávamos em mais nada, a não ser levar o garfo a boca, enquanto pagávamos nossa janta. Depois de acertado ainda pensei: Será que vai demorar para ficar pronto? Mas quase q não consegui terminar o pensamento e a atendente já estava vindo de volta com nossa refeição! Que alegria!

Infelizmente nao temos mais esta foto, mas a nossa cara segurando a nossa comida é impagável!!!
Desculpe! Désolé! Sorry!
« Foto : Eu não entendi nada, ou não queria acreditar nos meus olhos quando a servente entregou um kit para cada um com um saquinho de macarrão cru e outro com o seu respectivo molho congelado! Descobri que o ser humano é mais forte do que imagina em alguns momentos, hahahaha!!! »

De barriga cheia e banho tomado fomos dormir para mais aventuras no dia seguinte!

Férias Charlevoix (1º dia)

Finalmente tiramos nossas férias! E fomos aproveitá-las viajando para uma região chamada Charlevoix.

Chalevoix é uma região montanhosa que fica na província de Québec mesmo, seguindo em direção nordeste para quem sai de Montréal e beirando o Rio Saint-Laurent. A região é composta de várias cidades, algumas maiores, outras bem menores, mas cada uma com característica e charme próprio.

Dedicamos nove dias de descanso para conhecer este lugar que estava em nossa lista e nossa viagem começa na rodoviária, já que decidimos fazê-la de ônibus. Na verdade, isso é tudo mentira, tiramos nove dias mas o que menos tivemos foi descanso (segundo a Lu, rs!) e tivemos vários outros meios de transporte além do ônibus rodoviário. Fizemos esta viagem de metrô, ônibus, carona, bike, a pé, de balsa, barco e também de ônibus. Pronto assim fica melhor explicado, rs!
Nosso roteiro partia de casa, ia até Tadoussac e depois retornava, mas no caminho fomos passando por outras cidades como Québec, Baie-Saint-Paul, La Malbaie, Baie-Sainte-Catherine, Tadoussac.

Nosso percurso completo foi: Montreal – Quebec = Carona de Amigo Express, Québec – Baie-Saint-Paul = Ônibus de viagem, Baie-Saint-Paul –Les Éboulements – Île-aux-Coudres = Bicicleta + Balsa, Baie Saint Paul – La Malbaie = Onibus de viagem, La Malbaie – Saint-Irénée = Caminhada pela linha do trem (volta andando pela estrada + carona), La Malbaie – Baie-Sainte-Catherine = Ônibus de viagem, Baie-Sainte-Catherine – Tadoussac = A pé + Balsa, Tadoussac – Québec = Ônibus de viagem, Québec – Montréal = Carona de amigo Express

Montréal – Québec (14-JUL-2012 – 1º dia)
Saindo de casa cedo no sábado pegamos um ônibus e metrô e fomos encontrar nossa carona para a cidade de Québec. Usamos o sistema Amigo Express (que citaremos em outro post), e seguimos até nosso destino. Um senhor muito simpático nos conduziu por 3h em total segurança.
Pegar carona de Amigo Express não se compara com sair pedindo carona por aí. Mas é sempre uma loteria, tanto o condutor quanto os outros caronas (estes mais ainda, rs!).
O senhor que nos levou dirigia tranquilamente e defendia sua posição – já ostentada pelo seu quadrado vermelho pregado na roupa – a favor dos estudantes (segundo o conflito que já dura um bom tempo por aqui). Um jovem carona que estava indo trabalhar nas festividades de verão no Québec dava corda. Este último até tentou puxar papo com os demais caronas perguntando o que o outro casal que também estava na mini van fazia, mas depois das respostas evasivas como: “Eu não tenho profissão” do rapaz e “Estou trabalhando agora numa lojinha” da moça o papo terminou.
A viagem seguiu com conversas isoladas mais baixas e como o casal que estava no meio não falava muito ficamos também isolados no fundo.

Este é o Seu Jocelyn que nos deu uma carona até Québec.

Chegando a Québec fomos dar uma última conferida no horário do nosso ônibus e como ainda tínhamos tempo fomos comer alguma coisa e ir visitar a Citadelle, que ainda não conhecíamos.
Foi um interessante tour histórico descrevendo a fortificação feita em decorrência do clima tenso entre ingleses e franceses que disputavam a região na época.

A Citadelle é uma regiao alta e fortificada na cidade de Québec com uma vista privelegiada para o rio Saint-Laurent, de onde apostava-se que chegariam as tropas inimigas.

Na Citadelle os guardas tem comportamento estão vestidos como a Guarda Real Britânica, herança ainda das batalhas entre Ingleses e Franceses.
É claro que a Lu e eu entramos no espírito, só nao gostei de ser o bode, mascote oficial do Regimento, rs!

Após conhecermos fatos e curiosidades sobre o local voltamos para a rodoviária para pegar nosso ônibus, com destino à Baie-Saint-Paul.

À esquerda, o prédio da rodoviária de Quebéc com o logo da Via Rail Canada®, empresa de transporte ferroviário. E à direita, um dos saguões interiores da rodoviária.

Québec – Baie-Saint-Paul (14-JUL-2012 – 1º dia)
Em duas horas fizemos o trajeto de ônibus e saltamos na nossa primeira parada às 19:10h. Baie-Saint-Paul é uma simpática cidadezinha com uma densidade demográfica incrivelmente alta de artistas por metro quadrado! A cidade é reduto de adeptos de diversas artes (pintura, escultura, etc), que encantados pelo local, se mudaram de mala e cuia e têm forte influência na paisagem urbana. Podemos ver ateliês e obras de arte para todos os lados.

Baie-Saint-Paul e seus artistas!

O rio do Gouffre corta a cidade e nem ele escapou do toque artístico de seus habitantes. Em um muro às suas margens foi pintado um afresco que fala sobre a influência das quatro estações do ano na cidade e marcos históricos.

Baie-Saint-Paul (14-JUL-2012 – 1º dia)
População de Baie-Saint-Paul: 7.236 habitantes
De onde desembarcamos (um estacionamento de shopping, pois a cidade não tem rodoviária) dava uma boa caminhada até onde nos hospedaríamos. Foram uns 4Km a pé e mais 1Km de subida brava! O albergue escolhido ficava incrustado na montanha e exige um bom preparo de quem está a pé, mas a vista lá do alto compensa!

Foto do albergue Balcon Vert e da sua vista para a cidade

Ao pé da «montanha» vimos a indicaçao para o Albergue Balcao Verde onde nos hospedamos em um de seus chalés. A partir da estrada tínhamos aproximadamente 1Km de subida!!!

Ao chegarmos lá em cima vemos que a subida é compensada por uma vista maravilhosa da cidade! De dia destaca-se a igreja matriz e à noite, sentados ao lado da fogueira, podemos contemplar a cidade toda iluminada!

Chegamos perto do por do sol, então acabamos ficando por lá mesmo para nos ajeitarmos e sair no dia seguinte para passear. Infelizmente perdemos a janta que era vendida até apenas 20:00h, mas como não estávamos com tanta fome decidimos não descer e subir o morro à noite para ir jantar na cidade. Ate porque tinha um show previsto para aquela noite que decidimos ir assistir antes de ir dormir.
Eu falei show? Bom, estava mais para show de horror do que outra coisa, rs! Na verdade foi divertido, o casal Geneviève et Mathieu tinham um certo talento mas que era integralmente dedicado a oferecer um show estilo trash. Era bem alternativo, mas entramos no clima. Se quiserem podem conferir um trecho neste vídeo (com direito ate a alguém que caiu da cadeira durante a apresentação roubando a cena, rs!)

PS.: Este primeiro post ja estava com as fotos separadas, mas este será o único ilustrado com nossas fotos. Infelizmente eu ainda nao tinha feito o upload do vídeo.

Eu na TV

Ok, ok… Eu confesso que o título deste post é um pouco sensasionalista. Na verdade, não é nada do que vocês estão pensando. Eu não apareci na TV não…. Estou é trabalhando numa emissora e queria contar para vocês a “novidade”. Para ser mais específica, comecei há quase três meses a trabalhar no estúdio de pós-produção de dois canais (que fazem parte do mesmo grupo) : Évasion e Zeste. A primeira rede é especializada em viagens, turismo, aventura e nos prazeres da mesa. Tudo coisa que eu nem gosto heheh…. Já a segunda é focada em gastronomia.
Eu trabalho como coordenadora da parte de auto-promoção dos programas e da reformatagem das emissoes que são compradas do exterior. As minhas atividades são bem legais, principalmente porque eu lido diretamente com a parte de edição dos vídeos, o que sempre curti muito. A parte negativa é que como tudo o que envolve produção de TV, o ritmo é louco. Não paro um minuto das 8h30 às 17h30. Um milhão de e-mails, telefonemas, demandas de produção… Tudo urgente e para ir ao ar nas próximas horas heheh….
E o pior é que quando chego em casa ainda tenho vontade de ficar assistindo TV para ver as coisas que produzimos no ar! Tem alguém aqui que deve estar aliviado de estarmos temporariamente sem televisão hehehe….
Quem me indicou para a vaga foi uma menina que conheci num festival de cinema onde fui voluntária (a mesma que já tinha me indicado como free lancer para um produtor com o qual trabalhei nos últimos meses). Mais uma vez ficou provada a importância de criar uma rede de contatos, coisa que na verdade nunca foi meu forte… Ainda bem que desta vez funcionou😉.

Para abalar!

Bom, eu tinha dito que nao tínhamos perdido o encanto com Montreal e que a cidade ainda continuava bem no nosso conceito. Pronto podem esquecer tudo isso, depois do terremoto de ontem a gente vai voltar para o Brasil!!! Hahahaha, brincadeiras à parte o terremoto é de verdade! Ontem à noite, por volta de meia noite e meia a Lu e eu acordamos com um barulhao e um tremor. A Lu perguntou ainda meio dormindo e perdida: “O que é isso???” e eu ainda respondi xingando o vizinho de cima: “Ah, é esse doido do vizinho que resolveu ligar a máquina de lavar roupa a esta hora!!”. No dia seguinte descobri que o pobre do vizinho nao teve nada a ver com o tremor de terra de 4.5 graus na escala Richter e com duraçao de 10 segundos que tivemos aqui. Segundo minhas pesquisas Montreal tem em média 150 tremores de terra durante o ano, mas estes sao muito fracos para que sejam percebidos pela populaçao. O terremoto mais significativo aqui aconteceu em 1988 na regiao do Saguenay-Lac-Saint-Jean e atingiu a baixa pontuaçao de 5.8 na escala Richter.

Récolte de pommes

A chegada do Outono aqui no Québec marca também o início do período de colheita das maçãs. E nesta época muitos quebecois e suas famílias participam de uma atividade bem tradicional: “Récolte de pommes” (colheita de maçãs)!
Nós não ficamos de fora e fomos nos inserir na cultura com a ajuda de um casal quebecois de amigos nossos, a Stéph e o François. O pomar escolhido entre os inúmeros que existem por aqui foi o “Labonté de la pomme” que ganhou o prêmio regional de turismo quebecois em 2011 e 2012 consecutivamente!

Steph & François: Nossos guias de cultura quebecoise!

A atração principal desse pomar familiar que fica ao lado do Parque da Oka (região de Laurentides à noroeste de Montréal, mas bem próximo da região metropolitana) é a colheita de maçãs, mas ele tem outras atividades também. O local é como se fosse um sítio com várias macieiras, uma ao lado da outra, espalhadas pelo terreno.

O pomar é enorme e as árvores, carregadas diga se de passagem, ficam divididas em setores.

Chegando lá você sobe até a recepção onde é informado dos tipos de maçãs disponíveis para colheita, os setores liberados (eles fazem rodízio das macieiras para elas possam se recarregar novamente) e o preço dos sacos de maçã. Compramos um saco de maçã de 25 libras por casal e lá fomos nós (levados de trator) para o pomar.

Todos sobem na caçamba do trator e lá vamos nós chacoalhando até o pomar!!!

Funciona assim, vc paga por um saco de maçã (vazio) e isso te dá o direito de ficar por lá o tempo que quiser para escolher e colher suas maçãs até encher o saco (no bom sentido da frase!). Enquanto estiver fazendo a sua triagem você pode aproveitar para comê-las também – e não tem limite – pode comer até explodir, rs!

E com uma ajudinha vamos enchendo o saco de maçãs!!!

As árvores ficam carregadas e são identificadas por fitas coloridas de acordo com o tipo de maçã. As frutas parecem até de mentira, são dignas de maçãs dos contos de fadas! Aliás, comer a maçã colhida na hora, ali mesmo embaixo do pé, não tem igual!

Bem identificadas e em grande quantidade lá estão elas, vermelhinhas e prontas para serem devoradas, rs!

O pomar tem também peras, ameixas, cerejas e mini-abóboras, mas estas em quantidades bem menores que as maçãs. O lugar conta também com um forno a lenha onde você pode comprar sua pizza ou pão e assá-lo no local!
As outras atividades que podem ser feitas são ligadas ao apiário mantido no sítio e à uma minifazendinha com alguns animais como porcos, cabras, codornas, patos, coelhos, etc. Eles tem também um labirinto construído no milharal mas estas atividades são mais voltadas para as crianças.

E as maçãs fazem sucesso mesmo entre os animais na fazendinha!

Adoramos a experiência e de conhecer mais esta atividade tradicional daqui. Acho que comi mais de um quilo de maçã e ainda voltamos com um saco enorme para casa. Estamos testando algumas receitas já faz duas semanas, depois podemos publicar as melhores, rs!

Aceitamos receitas, dicas, sugestões e estamos empregando pessoas para descascar maçãs. Pagamos em tortas, geléias, muffins e afins, rs!

Dizem que as melhores estão lááááá em cima. Para mim isso é só desculpa para fazer arte, rs!

A gangue reunida!

Marathon de Montréal – 2012

Bom, acho que posso dizer que participar da “Marathon de Montréal” virou uma tradição.
Quando chegamos aqui no Canadá em 2010 corremos a prova de 10Km, em 2011 foi a vez de fazermos a meia maratona (21Km) e agora neste ano de 2012 resolvemos encarar a maratona completa (42Km) na 22ª edição do evento!

Sorriso de quem não sabia ainda o que estava por vir…

Ao todo 27.000 corredores estavam inscritos no evento que conta com várias distâncias diferentes: 5Km, 10Km, 21Km, 42Km e também a “P’tit Marathon”, destinada às crianças que correm a distância de 1Km. Balançamos um pouco na escolha da distância, eu pessoalmente fiquei na dúvida se deveria fazer a P’tit Marathon ou a maratona, mas no fim resolvemos nos juntar aos quase 3.000 atletas que também decidiram fazer a maior distância do evento.
Com a largada sobre a ponte Jacques Cartier às 08:30h da manhã do domingo (23 de setembro) fomos saindo em pelotões separados pelo ritmo previsto para a prova. Foram 18 pelotões mistos de corredores da maratona e da meia que partiam deslocados de alguns minutos cada bloco em um dia ótimo para a corrida – temperatura baixa, pouco sol e não chovia!
Largamos junto com alguns amigos, corremos com outros que fariam a meia e continuamos com aqueles que também escolheram os 42Km. Durante o percurso amigos iam e vinham, encontramos também outros rostos conhecidos que nos motivavam entre os que assistiam à prova. Tudo isso regado a muito Gatorade, gel, água e até banana! No final alguns amigos se uniram em uma torcida organizada para nos ver cruzar a linha de chegada. Pois é, muita coisa se passou nestes 42Km!
Uma maratona exige bastante esforço físico, chegamos com as pernas beeem pesadas, mas hoje eu realmente me sentia como se tivesse sido atropelado por um caminhão! Acho que a Lu também pois parecíamos dois pinguins andando para ir trabalhar de manhã, rs!

Galerinha da corrida reunida para a largada sobre a Ponte Jacques Cartier

A beeeem merecida medalha no final!