Este nome estranho é uma das razões pelas quais o blog está meio devagar ultimamente. Vou explicar. No fim do ano passado, trabalhei como voluntária em um festival de cinema documentário aqui em Montreal (Rencontres Internationales du Documentaire à Montréal). Foi super bacana, e lá eu conheci uma menina que me contatou um tempinho depois perguntando se eu teria disponibilidade para fazer uns trabalhos na área de produção de filmes/televisão (é na parte mais administrativa, mas já é legal para ver como as coisas funcionam!). Eu disse que sim, mesmo sabendo que seria muito corrido. Mas não dá para negar né… É numa área que eu adoro e uma oportunidade muito boa de fazer contatos – e ainda ganhando uma graninha extra.

Em resumo, ela me apresentou um produtor, que me apresentou um outro, e agora eu estou trabalhando cerca de três vezes por semana com ele. Mas ainda continuo no outro trabalho e estudando. Enfim, uma loucura! O Davi tem dado uma super força – e acho que vamos sobreviver rs….

E o que a palavra Mesnak tem a ver com isso? É este o nome do filme que a produtora lance lançou recentemente. Trabalhei muuuuito para o lançamento, que foi no dia 16 de fevereiro. A recompensa foi uma sala lotada e uma festona depois. O Davi foi também e aproveitamos! No dia seguinte, saiu bastante matéria no jornal, na rádio e na TV. Não é nenhuma super produção, mas é um filme importante por ser o primeiro longa-metragem do Québec feito por inuits (são os índios daqui) e falado em francês. Apesar da equipe ser profissional, os atores são amadores, quase todos inuits. O filme é um bom retrato da situação atual das comunidades inuits e teve apoio do governo do Québec e do Canadá. Ele também foi selecionado em vários festivais pelo mundo (infelizmente não no Brasil).

E eis aqui Mesnak, a tartaruga!

É isso… Aguardem os próximos capítulos desta aventura! E se quiserem ver o trailer de Mesnak, é só clicar aqui.